segunda-feira, 5 de outubro de 2009

até onde chegar a alma...

Me diz sensata, meus sentidos entram em alerta:
Ei, mas vem cá!? Pode isso???
E, ei moça, te digo: só pode poder...
Porque se não pudesse, de que outro modo te explicaria em mim?
Assim, enlouquecedora-Mente pura, na dose tão certa, nas palavras cobertas, chás...Cafés. Tua mão em flecha no rosto, tua fisionomia secreta, andando assim me recito mentalmente: poderia eu, não te amar?
Como explicar a virgindade dos homens antes de falar da pureza de meu coração?
Ei, moça, não vai dar tempo de dizer-te tudo,
Não!
E ainda bem!


Que beleza teria a vida se eu pudesse te colher como quem colhe um dia?
                                   
Passou tão rápido, porque foi tão puro. E Lindo, e de verdade.
E te amo ainda mais, posto que não quebras o encanto nunca: estar contigo é sempre isso que não cabe em mim...
Isso que corre solto em desenhos loucos que brotam como flores mágicas, e de palavras lindas, ideias tidas, olhares cúmplices e passos em vão que tão teimosamente nos dominam.


E tua inteligência aguda, feito alfinete - encosta na minha pele tão prontamente... E colo passos soltos, nada tem medida quando uma espera é guardada atrás da porta.. Alfinete - certeiro, dolorido e rápido espetão, pois sagaz na certeza sentida. Mordazes mesmo são os que não morrem nunca, rs...


Que horas são?” - É hora, moça, de soltar o verbo, aquecer o chá, abrir a mala como quem abre um verso popular, piegas também é despedir-se...
Ei, não esquece de andar assim, protegida, não do frio, mas do mal de alguém... e não esquece de namorar teu jacaré risonho e piducho, nem de esquecer onde esquece teu isqueiro, não esquece do Chácrinha quente, dos doces do dia - ADOCE - de implicar com as pessoas certas, e as erradas amar, é sempre útil saber dosar erros e acertos.
Não esqueça de mim, de meu mau humor mandão, minhas cervejas sempre A’mais, nem dos carinhos que não te fiz porque te amo...

Não esquece que meu verdadeiro corpo é meu coração e que tocá-lo é fazer amor quietinho, dócil e profundamente.
Não esquece que o gosto do fel nos deixa ainda mais doces, pois não damos tudo que recebemos, não esquece que o amor é antecedido pela paixão, e que esta é um Ás de  Paus incendiando o passado, deixando apenas cinzas efêmeras.
Não esquece do Garoto adorável, que graças a sua escrita me faz sorrir e chorar sozinha, não esquece do toque que destes em meu coração de papel e das maravilhas que então brotaram...
Não esquece que com você nada é demais, e que teu coração vale o tamanho de tua alma, é como dar ás costas a Deus, não permita-se, ser deveras amada, não permita-se, faltar-te.


Ouça mais, conte mais de você, merecida de ser conhecida... Desenhe mais palhaços, fale mais do doce amar, influência por influência, percebo que tua escrita foi tocada por mim, e te leio falando com candura do feio, e tocando com mãos sutis o belo.
Bom te ver menos magoada e mais tua, mulher, és tão grande, como podes tão míope te ver?


Nêga, desenha aqui teu sorriso companheiro na sombra do meu, estende aqui tua mãozinha fofa na minha sempre manchada e suja, vamos trocar anéis de vida, solta teu peito e deixa ver por trás do encanto tua dor, nada em ti pode ser feio, e deixa teu feio desencanto me dizer tudo que tudo foi por amor. Que tentando acertar você também errou, mas que foi na vontade de proteger aqueles que ama, e que na dor é natural sermos menos nossos e mais dos outros.


Por fim,queria te dizer que não importa mesmo onde esteja esse corpo meu:
serei sempre sua, amiga, pensadora desastrada, sensatez duvidosa, carne morna, serei tela em branco, aceitando todas vontades e sonhos de desenhos seus, pinte com seu coração o que a alma desejar. Estarei aqui, nessa distância que é só de fronteira e jamais de alma, te aguardando, pronta a ser nakin no quadro de ti.
Porque és minha alma que foi vadiar em outro corpo e só. Algo maior que tudo nos faz uma nessa vida. E vá, siga, se quiseres ir, vá, onde tuas vontades te quiserem ter, onde teu coração se significar. E não, você não é idiota, nem tem mãos feias, ou está gorda, ou sem jeito, na sua ânsia linda de pensar os outros, deixa de conhecer-se um pouco mais.


Faça-me um favor, leve-se para passear mais vezes, leve-se à Casa Lilás, peça aquele almoço sereno, às feiras que gostas que tanto gostas. Deixe-se sair mais por si e menos pelos outros, toque as baladas do seu coração, e sempre lembre-se o quanto és uma mulher incrível nesse mundo de papel onde tua beleza desenha-se a traços rápidos todos os dias.


Você pode não fazer essas coisas todas por você, então as faça por mim...


Com todo amor que a escrita me permite...





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