domingo, 11 de outubro de 2009

Beau comme un étranger

é tarde, as conversas já giraram, toda sorte de nomes foram citados, os pronomes conjutivos se espalham pela mesa de papel, você sorri, e o que mais há a fazer?
na ponta da porta, o cão descansa, são tantas as coisas, meu olhar pidão, rua, nível, viro vão de rodapé, te assopro sorte, me dê!
então o telefone que você nunca atende, fala, e pra chocar a sorte, você aceita, o inesperado segue, as vidas balançam, o extrato do mundo, as férias de Deus, eu menino porco na derrilição absolutista romanceada.
e seguro nas mãos o passa-tempo do verbo, jogo com as palavras como quem domina um inseto, sim, eu sigo, e sim, eu sei, fazer rir, e entreter, sei o que dizer e como escutar, e ah, sim culinária mediterrânea, vamos falar de novos métodos, e de bares que abrem antes que outros fechem, eu seguro no ar o copo que você não vê, e trago junto ao gole mais invisibilidades...
Vejo tuas mãos, como vejo tua fala, afiada, dócil e gentil, queres querer ser querido antes de morrer?
é, meu bem, todo mundo sonha isso aí, prossiga, são muitos os embates antes que se consiga, é isso aí, por isso a gente permanece e não desiste.
e se é pra me distrair, que eu ao menos te escolha, como quem anda com a sorte sempre, num pedaço de papel, onde as flores de fogo batem as asas de chantilly, você não percebe então?
sempre sou eu quem dita as regras por aqui, nessa cidade, das vielas, a poeira branda de quem só ao menos quer ser feliz, sorris?
ora, ora...

não estamos com pressa, e você sabe, nada começa até querer começar. Fallafel, pois falável e dizível, eram muitos os risos, essa sou eu, e agora você sabe, lançada a sorte, a mesma que sempre tenho, veremos, quem irá trilhar esse desfecho, agora sim, lá vou eu, porque eu sei. Você vai querer mais de mim.
Tão simples, meu bem, veja assim: eu sei que posso, e você sabe que sei poder, não tem muito o que se fazer quando o simples é tudo.




Bonne chance!

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