terça-feira, 6 de outubro de 2009

têmoi..j

E guardei em dor finalmente o que não expus em amor
sortiei números, bem querer nulo

a verdade óbvia
não tenho como amar
e nem coragem de lutar por quem amo
por que tem a vida essas sortes tão insanas?

de ver um toque escoar no piso frio da vida
como hera que enfim surge depois de anos de parede erguida
e se te amo, que faço com meu desengano
tristeza solidária, aparece também pra somar planos
de um dia árido, não de frio, mas de um calor escaldante num deserto fulgurante e aniquilador

que porção a porção de hora, fará-me evaporar
subtraindo gotículas de quem pude ser

em um dia sem neve, em tarde quente, em nuvens abstratas
de um céu sem estrelas
é, lua
por que vc não veio?

e são tão penosamente chatos os poetas que proliferam a dor
mas tão mais comuns as mulheres desatinadas equivocadas de uivo...

é, lua
vc não vem
nada aparece no final da estação
tediosa chuva nem de verão
estou só
rodando em pés de gente sentimentos de cão
moendo a vontade apertada
de resgatar um olhar
 e por que não ri?
não te vi
e te vi

petrificada
e não deixei ao menos a vontade louca
ser a dona
de um gesto cruel
qualquer gesto que fosse
que te tirasse de longe, e trouxesse pra perto

em segurar tua mão num instante fugidio e menos arrogante
sabes vc, quantas mulheres cabem num ser?
e o quanto eu quis
ser mais óbvia
piega-r eternamente

no te amo
a gente pega e inventa um jeito
e dá respostas,
pra vida
a gente dá respostas
prontos ou não

então

deixa eu te amar, mesmo que seja em vão?

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