terça-feira, 20 de outubro de 2009

tirando o véu

Coligação para um dia nenhum


 O que algumas pessoas pensam do que dizem?
Ou será que elas não pensam? Tô chegando a conclusão, que não pensam, apenas acham que sabem o que estão dizendo, mas não se veem por trás do que falam [eu nunca lembro quais foram os circunflexos que caíram com a reforma, mas também, tem um monte de coisas que eu não lembro mesmo]. E eu fico pensando: qual é a validade de saber essas coisas agora?
Por que você as me diz, assim, fingindo displicência, quando eu sei que não há displicência alguma em mais uma vez te mostrares?
Por acaso pensas que fará diferença de verdade, eu saber que sou importante? hã, ui, desculpa, deves estar em lapso  - sim, estou sendo tremendamente gentil, podia, e até não seria nem grosseiro, quanto mais exagerado, dizer que és míope. Que estás ligeiramente atrasado, seja qual for a lógica que tenhas usado pra chegar aqui, lamento informar: não foi eficiente.
Então, vamos deixar de bobagens, eu ando sem tempo pra problemática relacional alheia, sabe, e por mais carinho, boa vontade e sinceridade que tenha, não sou eu que oscilo aqui, meu recado de agosto ainda tá valendo: lancei um monte de questões pra vc pensar, se não as quer pensar, ao menos não me dê o trabalho de repetí-las, e quando vieres falar de véus, ou pirâmides, ou coragens, por favor lembre-se que o maior covarde está entre nós dois, e não sou eu. Que não sou eu o que me escondo atrás de palavrinhas, poeminhas, historinhas, porque eu não vivo atrás dos meus sentimentos, eu vivo com e através deles, e nada em mim é oculto - então, tire o seu véu, sim?
Que eu fui e sou direta, e não mascaro minha raiva ou rancor com superficialidade, muito pelo contrário: sempre disposta a passar por instável, sou eu.
A coragem de um vencedor às vezes é simplesmente não espezinhar o vencido, mas também não lhe prover meios de querer retomar uma luta inexiste, da qual jamais será vencedor, é, difícil quando a verdadeira batalha é travada consigo mesmo, e se fica aí procurando oponentes fictícios...
Pensei, sabe, esses dois dias que passaram, pensei muito, em como responder teu texto, falei contigo, falei disso, e até cogitei responder em forma de poesia, mas tenho que admitir: não me seduz ou encanta poetizar algo que necessita de tanta lógica direta.
Porque precisa ser tratado com clareza, não quero mais criar sombras entre frases, versos, ou não ditos, porque não vou insinuar ou pretender dizer coisa alguma, o que há para ser interpretado é bem simples, está abertamente exposto.
me diga, agora, por favor, onde estão os desprovidos de coragem???
Onde está esse mosntro imaginário e 'poético'?
Complicado, eu não sei onde está, porque, veja bem, aqui só há eu... e sei, sabes bem quem é essa, e sabe que se a saudade te provoca e fica sem saber o que dizer, ainda serei eu a única a entender cada associação por ti feita em forma de poema... é até cômico, irônico e triste, que seja eu, mas fazer o quê, você diz que está pronto, zerado, digno - sugiro que abra o peito e encare novas ondas, se sujeite a ciranda absurda do amor, vivendo de verdade o bem me quer, mal me quer.
Sugiro, que dobre o passo, tire a mão do bolso, pare de tremer os pés na cadeira de trabalho, e seja o homem fantástico e encantador, o amigo, poeta doido, artista de circunstâncias, de piadas de dar medo, de sentimentos e sensações intensas, do abraço sereno, do carinho companheiro, das noites alucinantes e alucinadas, do cão fedorento e fiel, que largue dessa melancolia e viva, eu ainda estarei aqui pra falar de arte, poesia, sexo, amor, ser humano. Porque eu ainda sou eu, e sou a mesma, risonha, exaltada, imatura, e de alguma forma estranha, sua, estamos fadados a criar juntos, estamos ligados nessa escrita de desenhos sensíveis, eu sei, e você sabe: vamos andar juntos, porque escrevemos juntos, porque quando estamos juntos criamos união. Que você mesmo diz 'essa nossa arte sempre vai ser maior que as outras coisas', então não deixe ser menor do que é, porque no fundo, eu fui só uma mulher, não me transforme em esfinge.

suba no barco, há muito o que remar.


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