segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

05:36

Não parece mesmo

sábado, 26 de dezembro de 2009
14:03

Talvez eu estivesse me perguntando muitas coisas, talvez eu já tivesse me perguntado demais, tempo demais, sobre coisas demais, de modo que sentia-me tremendamente cansada de perguntas e respostas, desse jogo estúpido de tentar pensar o que o outro pensaria que eu pensei, e oh, baby, eu me sinto tão mal, e isso me deprime - tudo sobre você, as pessoas e as coisas em mim que nunca irão entender. Às vezes é tão complicado ser eu, será que dá pra entender?
"When I pretend everything is what I want it to be (...)
Look back - pedaços de música
Pedaços de mim soando pelas paredes do quarto, ou simplesmente pulsando batidas enquanto caminho pela rua, não vendo, não vendo, seguindo e permanecendo.
Essa porção mímica,
É o que sou?
Eu não sei, continuo sendo pedaços, imaginando que tipo de garota seria, essa, que atravessa a rua, e sorri, e você sorri de volta, que eu sei que você quer. Mas será mesmo eu, essa?
Será eu a garota que você quer?


Cabem aqui ou em algum lugar as palavras que você não diz?
é, eu não tenho como saber, por isso caminho sozinha, tantas paradas, e o quanto eu quero essa garota, iknow, suas perguntas não são diferentes dos meus passos, e ainda assim sou obrigada a dá-los. Está certo isso?
Provavelmente não, mas nós fazemos o que temos que fazer, não é isso?
E é. Temos que viver e tentar não abrir mão dos sonhos e das coisas que queremos ser, wannabe, verdade, eu quero, você quer, e quem não quer?
E lembra da primeira vez que você se encantou comigo falando sobre algo que amo com tanto envolvimento renovado que te tocou?
Minhas pernas moles, tantas horas dançando, simplesmente dançando sem parar, tentando juntar todos esses pedaços de música entre eu e você, e as partes minhas que parecem que nunca irei reaver, e amanhã irá doer, sempre irá doer amanhã, por mais que me jogue na piscina, e passe mais de uma hora sem pensar, apenas fazendo, fazendo o que devo fazer, porque sei o que devo fazer e sentir, doerá, e são tantos os dias de modo que sempre estou dolorida, oh, sim, sempre estou com dor, amor, sempre me dói, e mais uma noite ou dia, e coisas que não deveriam acontecer com pessoas normais, mas oh, elas acontecem comigo, sempre, e não deveriam não é mesmo? Melhor seria se não fossem. Agora é você que está exagerando achando que sou assim. Eu não sou, oh baby, realmente não sou isso, por favor, mate muito dessa garota pra qual você sorri antes de dizer que talvez me ame e tudo ou mais. Porque acabou e eu sei que voce sabe que o que resta agora são ecos e pedaços, por favor não me faça juntá-los, eu me canso em demasia em refazer tudo isso, oh, baby por fazer, não.
Mas eu estou aqui, ainda, pernas moles, sabendo que haverá dor e água, e bem, essa no fim sou eu, a que sabe que dói, mas não desiste de fazer, fazer o que devo fazer, oh baby, me responda - por que eu tenho que doer?
Não tenho tantas angústias como você supõe, porque sempre descubro que não tenho tanto assim do esperado, e ei, você deve perceber o mesmo toda vez que recebe algo que pensou nem chegar perto de conseguir. Mas isso eu sei, ah sim, eu sei, estamos sempre querendo chegar perto do que desejamos, mas quando o toque acontece, ainda temos perguntas sem respostas,
E oh, baby, talvez sempre a tenhamos, e talvez as respostas sempre sejam o toque
E oh
Baby
Talvez eu não queira pensá-las
Se quando eu chegar
Houver um abraço
E uma mão para segurar sem prender
Como um respirar vitalício
E sem entender como, eu consiga cantarolar todos esses pedaços
De música
Sorrisos
Dúvidas
Ausências
Minhas presenças
Chegadas e partidas
Te dou pedaços

Os cante em mim.

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