sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010


                                                                                                      
- cara, como sinto saudade às vezes. do nada.

- saudade?
                                               
- é, coisa mais bisonha o.O
                        
- tá mas é uma saudade, assim, de quê, de quem?
                                                                                
- ....ah   Ah   AH    difícil explicar, sabes? Não é uma falta.

- mas uma saudade dessa boa, bem boa, de lembrar, sabes? lembrar e rir, lembrar e saudar...
                                                            
- ah, saudade de ter o que de bom pra lembrar, é?


- é, é, e não só lembrar, mas às vezes poder sonhar, e achar que num instante tudo aquilo foi meu. e me sentir a feliz vivente de tal coisa boa.
                                                                                
                                                                   
- avá, você tá estranha eimmm?

 - se estranha estou, estranha não sei, mas que é bom de fato, ah isso eu sei.

 - ....oquei.                       

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010


  - neurótico demais?


 - não.solto

 - solto?

- avá. não. apenas solto. solto, solto, dá pra você entender?



 - entender, e soltar?


 - é, isso. solta o solto.


 - hum.... não tinha pensado nisso ainda.


 - tá vendo? se prendendo de novo. 



   SoooooooooooooOOOlllLtA isso!!!


             -- tem história isso eim.



- aham.

- mas e agora, depois de tanto tempo, como é?

- olha, isso é engraçado, porque tem vezes que acho que sei, e vejo que não sei é nada, aí quando aceito que nada sei, descubro que estava certa no que eu sabia.

- mas então é como um jogo? Tipo, você faz que não sabe o que sabe pra saber depois se sabia mesmo?


- jogo? aaaaaahh não, quem me dera.

- mas e dae você não aprende nunca?

- talvez né, é o que parece.

 - nossa, mas isso deve ser angustiante!

- ora se é!

- mas e então, como você faz?
                                                   
- também não sei.

                               E.F.S                                          
- ainda.


                                                      
- mas que feio.


    - pois é. eu sei...
                               e agora
                                     ?

  aaaaaaaah, agora já foi.

  como negar?
  não sei. é de se negar?

                                                                                     S       
          talvez nem seja. mas e se perguntarem?



               se  perguntarem, diga que sentiu. oras

                                      

                                      verdade!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010


                                                                                                                                       
Por acaso amor é casaco que você sai correndo pra devolver se a pessoa deixa cair?
NÃO                                            

não posso vestir um casaco em quem não tá com frio.                    
e isso já me doeu víceras  
h oje em dia dói daquela tristeza pálida e meditativa
de olhar antigos cadernos e saber que já amou                     
mas que não tem mais tinta na caneta pra escrever outro caderno.
e se é triste o fim, quem dirá o meio, onde você sonhou que seria feliz
o que é triste mesmo não é a realidade... é a ilusão que a gente cria antes dela.

[post_ despretencioso, inspirado numa conversa com a Giu sobre coisas e afetos, uma canceriana e uma sagitariana falam sobre o que é gostar, sofrer, compreensão, quase todos os dias, queria dizer pra Giu, que admiro muito a capacidade que ela tem pra se magoar, se magoar antes de pensar, antes de entender, porque é nessa capacidade de doer-se, que ela possui, que entro como a sagitariana que mal pára pra sofrer, mas que corre pensando e pensa correndo, Giu me conhece, sabe, que sou só um imenso coração com ideias demais, abraços demais, sentimentos demais, por trás de muita escrita, E outras coisas


vc nao bota fé nas pessoas                
sinal q alguem te magoou                                                                                                                    
me magooaram, nunca neguei
 eu ponho fe em vc por outros motivos
busco dae a amizade e demais afinidades/ofcourse
seria mais facil se as pessoas estivessem abertas pra sentir o time de cada um
paixao nao eh algo q vc força alguem a ter 
                                                                         
pq mta gente legal nao suscita paixao mas suscita algo bom na gente
so q a maioria está ocupada em somente sentir se aquele/a eh seu grande amor
e nao se ocupa com o obvio: sentir o q cada um suscita
 e viver isso no seu tempo e espaço
hj em dia tá raro o amor. o povo vai com muita sede ao pote
sem querer construir. acaba esgotando a paixão
principal combustível do danado.
aí lasca                                                                                   
sou doida pra um monte de coisas
mas nao pra sentimentos
as vzs pareço fria até                                   
esse desespero em ter alguem
 eu acho meio doentio
ainda acredito em alguem pra amar, legal, q uma hora apareça, q seja pra crescer e ajudar
e nao essa mixordia obsessiva
Avá
de ter
Ter
preciso
ter
isso eh inquietaçao de nao querer pensar
eh diferente de pensamento obsessivo
nao sabia q tava pensando em ti em instancia alguma
é, pissa sou uma filha da puta dissimulada mentalmente
talvez eu so precise começar a pensar
pode parecer ilogico
mas nao eh, pensando eu percebo os limites 
por isso eu escrevo
ráh ráh
é melhor, pra pensar
mas atropelar alguém erro fatal, tipo: e aew vc gosta de mim ou nao?
Sabe
uma coisa é brincar com isso
eu que sei de minha complicações coronárias
eu sou mestre em da bróq em coisas ãnssi  
fiquei caminhando pelo quarto, ate caminhei na rua de fones#tocavamassive  , dps fiquei mexendo na estante, abrindo livros, procurando sei la eu o q

desliguei o pc 
liguei de novo
tentei desenhar, me perdia

        Cores PrimÁrias                                                                                                                            
 mas é assim, acho que a gente se perde um tantão de vezes antes de se encontrar de pouquinho em pouquinho, vou juntando, costurando cada pedacinho que encontro, seja nas conversas, sejam nos pensamentos, cafés, chás, cervejas, estradas, chegadas e partidas, seja em meus desejos, vontades e ímpetos que me jogam longe, e longe, longe, fica tão perto.  um aquariano e uma sagitariana conversam, sobre coisas, livros, pessoas, distâncias e afetos.                      
 Como sempre, penso sobre essas conversas, essas semelhanças absurdas, algumas dolorosas, outras divertidas, e há também as fabulosas. É pouco o tempo, uns dias só de conversa, e não é tão mais significativo que em tão poucos dias esteja construindo e reconstruindo tanta coisa minha?                                                             
Queria dizer, honrando tudo que ele me trouxe pra pensar: eu vou tentar ser mais inocente e botar fé, não essa fé de lata, feita de puro raciocínio e proteção por conhecimento, mas essa fé nata com a qual você tem presenteado meus dias. Muito obrigada, Victor, menino árvore, tua inocência foi quem fez nossa amizade. A minha desconfiança, no fundo é só curiosidade, e essa uma vontade borbulhante de ímpetos, ímpeto de ir adiante, e ultrapassar 'Se' e 'talvez'. Fique feliz, não com o que escrevi, ou tirei de nossas conversas, mas fique feliz por seres quem és, você, a Giu, aprendam a admirar o que tratam como falha, ela o magoar-se, tu a 'inocência'. Do lado de cá eu vejo: estrelinhas que cintilam, às vezes poeira chatinha, incomoda, entope a coronária, agioma forma, mas não só, não só, e tão somente, há algo bem mais

T R A N SForMA.



                               

domingo, 21 de fevereiro de 2010

.distancia.        .distancia.
      

         que seja distancia
                                                     
                  Cor primária                          
                                                         

                      era sobretudo Complementar a ela 
    mas que
                   não
                             distancia



[amanhã edito, hj precisava postar - era pois imprescíndivel que se fizesse momento]
[ < LE>





sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

eu sei


você já foi menos [tosco]


              divina paciência

mas eu também já fui mais [teimosa]
                                                                        ç                

             a                       


mas, se você deixar e quiser, meu amigo mais legal, voltar a ser



eu até que te desculpo hahahaha





[mesmo que eu ache que no fundo a culpa foi dos altos índices de carbono - sempre é, não?]
a burrice do mundo é inesgotável












minha paciência também.
é claro.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Pra quando vc chegar, me diga

where are you going?    
                                                                                                                                                                    
                                                                                                                                                                     



Sou cheia vazia e erma

Sou habitada, cheia, lotada de vielas, onde pensamentos malucos conversam abertamente com as emoções prostitutas que passeiam pela minha sarjeta: não me prendo, me sinto presa, quase sempre ilusão, quando vejo abrem a mão e eu me caio, e machuco toda, arde o esfolado na alma, mas vem Deus e assopra, logo logo sara, antes de casar, antes de comer, antes de sair pra estudar, antes de voltar, sem ter ido, sempre a mesma, nunca definível. A doida, a séria, aquela outra tantas, tantas que me dizem, sou, nem é, vou estando em cada uma sem ser alguma.

Ser e Estar.

Os verbos contribuintes de qualquer língua, e como me cansam os que falam 'bonitinho', os que querem ser só sérios, os que querem ser levados a sério sem sério se levarem, ave, mas para com isso criatura, senão a vida passa e você não fez nada além de me dar um enorme cansaço, que eu sei, é mais fictício que qualquer outra coisa, você lindo ser humano, que eu sei que deve haver muito mais de você além de todas essas estratégias pra se relacionar, por enquanto estou sendo, estando, nem saindo nem ficando, estou assim meio interrogativa como sempre, assim meio eu, meio outras.



Driblo esse limite ineficaz da minha solidão, abrindo e fechando portas, atendendo e desligando telefonemas, e mensagens que não chegam na caixa postal do meu coração, esquecendo, sempre esquecendo algo enquanto lembro de muito. Falha, indiferente, encardida de palavrinhas e mimimis , presente mesmo quando ausente, lembrada quando esquecida

Eu tava lá, como assim você não me viu, e lembra aquele dia que pensou que eu não estaria em casa por que era sexta-feira e você tocou eu tava, dormindo no sofá, acordei e te recebi, emprestei minha cama e fui ler na sala? E que você me fez muito mal quando me fazia muito bem, e que eu também te fiz um mal tremendo daqueles que não tem volta, que abre uma falha fina na espinha e parece que sai fogo de cara poro, meu e seu, e queimamos todas aquelas coisinhas passadas, encarquilhadas pelo tempo que não mais vivíamos, ah, era eu, se era,

Tens dedos tão finos e hábeis pra quem tão pouco maneja a si mesmo, parece que pinças as inquietudes como um cirurgião que opera as veias finas de um coração cansado, e te escrevia incansavelmente em mim, pelas portas de casa, pelas paredes do quarto, explodia em facções de verbos e substantivos: te adjetivava sem vergonha nenhuma. E pra quê vergonhas, ah, mas tem porque ter não - me dirias, ah sim dirias bem isso - como daquela vez que eu muito imbecilmente te disse 'não sei se tenho o direito de sentir o que tô sentindo' e tu, inteligente, pinçou meu coração e linda e calidamente me  disse 'se tu não tem direito de sentir o que tu sente, quem mais terá?' - e me senti tão idiota, mas tão feliz de ter sido idiota contigo, contigo que me ama pra me dizer uma coisa dessas assim sem me ver menor e querendo o meu bem, que parei a sentir o que estava a sentir e senti foi afeto, alegria e gratidão.

E não era medo não não, e sim sim, era, me caguei de medo de estar sendo quem eu era e perder alguma outra coisa melhor que eu acho que poderia ser, ali, naquele instante. Me destes ar, e então como te agradeço? Fazendo pirraça às vezes, noutras convalescendo no teu colo, noutras te ninando, mas não deixando, ah não deixando de ser estar estando te beijar e sussurrar sem culpa: casa comigo?

E tu não casando, mas eu nos vendo, ali lado a lado, tu te remexendo esporadicamente no sofá, e eu escrevendo compulsivamente no computador logo ao lado, mas tão e tão atenta as tuas respirações enigmáticas que tu ia sendo o meu tema, e eu tua escritora amada.

E a gente não casando, mas sempre podendo saber que pode, se quiser pode, às vezes dói saber que não queres, noutras que sinto que não quero, não ainda, sempre eu, sempre querendo mais tempo e mais coisas pra ajeitar, coisas pra conquistar. Por acaso tu não vês que é que quero ter-te minha vida como um ninho de carinho e beleza pra te receber e guardar nela, sempre sempre que você voar e quiser me dar um beijo e então eu ter isso que é o mais belo que conseguir pra te oferecer como prova eterna e imutável do quanto eu sou grata e feliz pelo amor todo que você já me deu?

Me destes ar, é por isso que consigo escrever tanto. Me deste poema, luz, sombra, contradição, me dei tudo que pude do tanto que você sempre disse que eu devia experimentar. É que você não vê que meu coração grande tem essa porta pequenininha onde as coisas tem que ir passando pelo batente aos poucos e um pouco de cada vez pra que eu consiga acomodar tudo nessa vastidão enquanto vou sentido de perto cada pedacinho do mundo? Uma mão, uma voz, a testa calma, a perna esguia e bonita das meninas, a escrita, a cerveja, as risadas, as minhas passageiras companhias que estão sempre comigo, e cada vez que me apresento e digo meu nome todos aqueles e aquelas passam por mim e se transformam em parte imensa do verbo que sou.

Que sou uma mulher que não pode se apaixonar por outra mulher, e só de antever o impossível como possibilidade já me enrijecem os músculos do coração, porque não gosto de ser um ponto, não, eu sou uma vírgula do avesso, um momento antes do vir a ser, o inesperado balançante na borda do mistério, e que mesmo sem saber vou sempre sabendo, atenta como criança em conversa de adulto, vou bebendo gole a gole tudo que posso do mundo, até ficar cheia e zanzar pelas vielas astutas de mim mesma, e cheia e cheia vou caminhando até a rua ficar deserta e nenhum cachorro mais me seguir, aí então olho pros lados e me lembro, lembro de um caminho já feito que eu gostava muito e vou seguindo por ele, primeiro devagar, depois impaciente, e por fim ansiosa, até que abandono meus receios todos e saio correndo, e corro corro numa vontade danada de te ver, chegar na tua frente esbaforida, suada, com os cabelos doidos doidos, abanando, e disparar uma frase com um sorriso bem no meio do seu rosto, puxar aquela conversa que não me foi oferecida pra quando ir embora você se dar conta do quanto quer que eu fique, e então eu não fico, eu vou, sempre indo pra algum lugar que afinal não é lugar nenhum além de algum recanto apaixonado meu.  Mas eim, lembra aí o que não te sussurrei mas escrevi: eu vou, mas é pra sempre que voltar ter algo bom de mim pra te dar, e se não fico é porque eu tenho um ninho sabe? Um ninho muy belo em construção, qualquer dia chego e te estendo eu a mão, e digo: vem.

                                                                                                                  
Não hesite, pegue, segure firme, enlaçarei meus dedos pela tua alma.

Com carinho,
       

Eu.         

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O tempo está passando,


descanse, você poderia dizer

                                    des canse lance alce

me estendo na cama                                

               
acho que seguro os ponteiros

perto e breves, escondidos embaixo do meu travesseiro

não passa uma hora, uma hora que não vejo
perdida ali nas cobertas
o resto todo do seu cheiro.


FATO.

                    

                         Peguei na sua mão.
                                                                                                             
        
   e       você nem viu onde meu olhar estava...



    Até parece mesmo que você nem ligava, e achava sempre que era outra que eu cuidava. 




então era isso?

nah.    

pensei comigo.
Coragem!!!!




[ela me dizia, e ah, sim, era mesmo preciso!]
sonho contigo...



                





[não me acorde, por favor!]

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

I'm so much older than I can take
And my affection, well it comes and goes
I need direction to perfection, no no no no













  

sábado, 6 de fevereiro de 2010

quando vou cair
quando não quero me levantar
quando quero desistir
e decido que vou continuar
quando me inclino mesmo querendo me afastar
quando abraço, mesmo querendo chorar   

são tantos quandos     queando

vem você descendo a rua, dentro do meu estômago, sacolejando minha coluna, soltando minhas vértebras
e maltrata-me o fígado, te cuspo com vontade e ainda te sinto na garganta, é seco, úmido, quente e frio, esses teus momentos em mim, me olho no espelho e te vejo em meus olhos, dançamos nus pelo espelho, teu olho invisível fala, me apiedo, rápido, mas sim, e tomo-te as mãos, tem força pálida os nós, teus dedos escorregam, e eu deixo, não tenho mais ânsias de ti, embora tanto te queira, deixo que corras um momento, sem pressa, te vejo pelas costas, a andar, sempre pontilhando com teus pés de vento a calçada, coisa tão efêmera, teus passos eternos, marcam uma vida, uma calçada só um lugar por onde todos passam, e cada um do seu jeito, e toda coisa com seu encanto, passageiam por esse mundo sem notar o sutil que deixam. Te amo, e te detesto, me lembras a carne, a falta, principalmente a falta, me és tanta falta que não sei porque te vejo, aí nos meus olhos, grudado nas paredes da minha história, personificando meus mitos e interferindo na minha trajetória, às vezes desejo ser planeta, terra, coisa sólida, noutras simples estrela, apagada desde agora em qualquer memória, às vezes queria ser poema, lido, sentido, não tido, mas sempre ficado, um livro deitado, uma voz seca, um sorriso tardio, uma vontade incontrolável, um cachorro dormindo, um gato se espreguiçando, uma música que toca na hora certa, uma lágrima fujona, uma manhã de frio, uma noite de verão, uma pancada de chuva, um mar, um pingo de tinta, um traço perfeito, um edredom macio e com cheiro de sono, uma cama calada, uma paz que vem do nada, um desejo que chega com tudo, uma vergonha apercebida, um engano sutil, um abraço quieto, um copo cheio, uma sede saciada,

tanto de tanto quando querendo       

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

formiguinhas míopes

olhava torto pra tudo, tinha fome, impaciência, sede e saudades, não guardava nada nos bolsos, essa falsa falta de orientação sempre lhe cansava os ossos. Pessoas desorientadas lhe incomodavam, era egoísta. Mas não se importava, desde os 17 aprendera que ser egoísta era um meio eficaz de ser sugada até a alma, havia mágoas e elas não paravam de haver. Já não se preocupava mais em consertá-las, algumas pessoas sempre lhe magoariam, talvez algum preço antigo vivesse nisso, enfim. Sacudiu os cabelos com a palma da mão, gesto infantil que jamais morrera, inspirou algum ar de paciência e saiu pela manhã. Gostava das coisas simples, era capaz de viver muitas coisas, menos ingratidão, falta de respeito e




então era isso que você esperava apenas por achar que foi bom quando deveria ter sido exatamente o mesmo?
 


intromissão. Cobranças era coisa de trabalho e autoanálise, não servia para amar ou ser amado. Sorria ao lembrar quantas brigas aconteceram por não aceitar essas coisas, limites pequenos os seus, mas se perguntava - por que usar usar unhas para defendê-los.
A selva de pedras, homens e mulheres, tijolinhos de seis furos, era preciso sim unhas e dentes para defender e abocanhar o que era seu. Deu bom dia para as pessoas, as mesmas de sempre. e saiu.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

e nem assim

eu não me arrumo
não arrumo meus cabelos, uso minhas camisetas mais podres
ando descalça

já percebeu?

a cara amassada
a voz de sono
o cigarro
meus desvios ledos enganos

entende?

entende que talvez, por uma maluquice qualquer eu não quero que você me veja arrumada
não veja o meu melhor
há um charme todo nessa brincadeira de você descobrir quem sou
não tem jeito, eu sei, se botar minha melhor roupa e vestir meus melhores modos, desfilar com minhas melhores conversas, desenhar o dia todo pela casa, eu sei

ai que você vai ficar sem saída, não é?

pense assim: no fundo te faço um favor
afinal não é fácil você  ser atraído por mim, pra quê dificultar as coisas?

[mas eim garota !]

i Sem PingOS