quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

formiguinhas míopes

olhava torto pra tudo, tinha fome, impaciência, sede e saudades, não guardava nada nos bolsos, essa falsa falta de orientação sempre lhe cansava os ossos. Pessoas desorientadas lhe incomodavam, era egoísta. Mas não se importava, desde os 17 aprendera que ser egoísta era um meio eficaz de ser sugada até a alma, havia mágoas e elas não paravam de haver. Já não se preocupava mais em consertá-las, algumas pessoas sempre lhe magoariam, talvez algum preço antigo vivesse nisso, enfim. Sacudiu os cabelos com a palma da mão, gesto infantil que jamais morrera, inspirou algum ar de paciência e saiu pela manhã. Gostava das coisas simples, era capaz de viver muitas coisas, menos ingratidão, falta de respeito e




então era isso que você esperava apenas por achar que foi bom quando deveria ter sido exatamente o mesmo?
 


intromissão. Cobranças era coisa de trabalho e autoanálise, não servia para amar ou ser amado. Sorria ao lembrar quantas brigas aconteceram por não aceitar essas coisas, limites pequenos os seus, mas se perguntava - por que usar usar unhas para defendê-los.
A selva de pedras, homens e mulheres, tijolinhos de seis furos, era preciso sim unhas e dentes para defender e abocanhar o que era seu. Deu bom dia para as pessoas, as mesmas de sempre. e saiu.

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