domingo, 28 de março de 2010

Natal

Acordo com os marceneiros
seria o pai de Jesus? não sei, não sei.
tento me situar no espaço tempo - horas?
Ligo o celular: três mensagem-zinhas chegam Juntas.
Serão os três Magos?
Não, nem é Natal, mas que tá ficando parecido, tá. Daqui a pouco alguém vem bêbado me abraçar.
Quem me conhece sabe que detesto Natal e Ano Novo. E que só participo dessas coisas porque tem bebida, e hoje em dia, graças a Deus, tem meu sobrinho [/que ainda não se comporta diferente só porque é Natal] Então eu posso beber, jogar algum Mario e ainda ter uma companhia honesta e bastante agradável. Pra mim as pessoas podiam beber e decidir gastar sem freios mais vezes ao ano, ou simplesmente quando lhes desse vontade, ou viajar para lugares bonitos e brindar na areia sempre que a vida pedisse para ser brindada. Ao inves de querer horários e mesas bem postas. Mas nem é Natal, e eu não quero bancar a rabugenta do Natal, até porque me divirto ao menos observando essas coisas...
A primeira mensagem tem um ar frustrado, daquelas frustrações consigo mesmo, e está carregada de ressaca moral e possivelmente fede a Tequila, vem do interior do meu Estado e dá vontade de abraçar, por na cama, esperar acordar e tomar um café com muita literatura - ma fleur, eu já não te disse que todo sentimento já foi escrito? livros, ma chérie é tudo do que precisamos. Mesmo que a cabeça não pare para ler, segurá-los é também sabê-los de uma maneira íntima e impermeável, o café? Bien, café aquece a alma, é um ótimo motivo para fumar e por consequência ficar com os próprios pensamentos orbitando. Conversas de mesa de café. Já notastes que quando se toma café, nunca se conversa sobre algo, mas sobre todos pensamentinhos que vão saindo de nós mesmos? - Te gosto dêmás, embarque numa sexta e venha passar um fim de semana comigo, para não estarmos com ninguém. E durma, dormir também é pensar, e não pense quando acordar, fuja para o parque nessa chuvinha sem vergonha de molhar bobo e se molhe, o corpo tem a capacidade de educar a mente, sinta frio, calor, cansaço: pare um momento, continue - leia  Os últimos dias do Drummond!!! Te ligarei mais tarde e o lerei daquele jeito que sabes, gosto de ler para ti.
A segunda mensagem surgiu da Cidade Maravilhosa, e  era chorona e dengosa, dramática e esplendorosa, como o próprio Rio de Janeiro: esquina do desespero. Mas como não sentir inclinação por uma dama em desespero? Vontade de sentar com você na estação de metrô e dizer 'calma' - esquece, esquece esse turbilhão, essas pessoas indo e vindo, essa falta de energia repentina, esse trabalho todo de nada. Esquece, se o metrô não funcionar, o importante é não estar presa dentro de algum vagão calourento e sufocante, ainda temos pernas e pés, e com certeza esses hão de funcionar sem maiores instabilidades além das presumidas pelo desgaste. Quê que eu quero te dizer, ma belle? Não esqueça nunca de ti, que te tens e em ti residem todas as outras coisas, és a tua observadora do universo, eventualmente é bom pegar uma carona com o metrô, mas se ele não funcionar, não se esqueça de você. Por favor, me faça esse favor. E não se desespere, quase todas as coisas tem porquê mesmo que demoremos a sabê-lo. Tome um banho, arrume o quarto, caminhe pelo bairro, mexa em bobagens, deixe a mente operar em outros níveis, não fale, quanto mais você falar disso, mais informação repetida irá gerar. Simplesmente se ocupe enquanto a nova informação não chega. Boa ou mal. Ela com certeza está a caminho. E esteja bonita, sempre, nada pior do que estar na merda existencial e se tratar como mendiga - vale o mesmo: o corpo tem a incrível capacidade de educar a mente - Arrume-se, faça coisas, entre em contato com músicas boas e coisas legais, tristeza não usa perfume, mon amour - anime-se Rio! Única falha da sua cidade ao meu ver: vocês reagem mal ao mau tempo. É só a coisa mudar um pouquinho daquela beleza corrente e vocês já começam a achar que o mundo vai desabar. O mundo tem limites desconhecidos... E você também, procure-os, nos falamos mais tarde!

A terceira mensagem era curiosa...Tinha um tom de explicação já previamente explicada, e uma coisa assim 'eu não sei e às vezes quero achar um jeito de dizer' -  Dicaaaaaaaaaaaaaaaaaaa: muita coisa não precisa ser dita, e justamente quando é ambivalentemente sabida...E eu adoro você, se estivesse aí seria tremendamente carinhosa e lhe daria uns cascudos muito dos merecidos =D
Vou aproveitar a deixa que você deixou e emendar que eu gosto muito do seu sorriso também, que tem muita coisa bonita em ti que vai muito além da imagem bela que também és, sabes? Por algum motivo tendi a ser mais da imagem que de qualquer outra linguagem, achas mesmo que não sei ver o que vejo?
É, mon cher, é. Je vois, je vois... [Jê voas - eu vejo] e não é só a imagem do sorriso, mas aquele que brota lá dentro e não se explica, apenas sente-se presente e vivo. Enfatizo: adoro-te. 
Um xêro e também um abracinho de Gabi, já ouvi falar que responde quase todas as perguntas...


Nem era Natal, e viste? Ora, tô dizendo, existem dias bem melhores que Natal ou Ano Novo. Porque vocês existem em todos eles.
Comigo.

2 comentários:

  1. E engraçado é que foi tudo 'entre Rios';
    um legítimo post Mesopotâmico.

    ihuehueihiueheuie
    {:

    ResponderExcluir
  2. *Respirando fundo*
    Não foi dificil me emocinar, sorrir e chorar.
    S2

    ResponderExcluir

i Sem PingOS