domingo, 4 de abril de 2010

L'automne




Éveillé






Acordo com o som da porta batendo e um ar gelado tomando conta do espaço, levanto no escuro e procuro a chave da porta, sim, nenhum dos dias que passei aqui foi preciso chavear a porta do apartamento. Nem tão pouco preocupar-se com nada. A não ser eventuais mosquitos famintos, bônus de estar praticamente vizinha a uma reserva ecológica – se la vie. Procuro o celular, que também não teve uso, das raras vezes que o danado teve sinal, era uma torrente de mensagens e nada mais.


As mensagens... aiaiai Desculpas ao pessoal que mandou mensagem na quinta e na sexta querendo saber de festas, eu mesma não fiz questão de abrir nenhum e-mail, nem do Beco, e nem qualquer outro sobre diversão permissiva, simplesmente fui curtindo a chegada dos avisos, isso antes mesmo de saber que poderia viajar. Na real quem me conhece sabe que quase sempre faço isso: escolho no último momento a festa. OK.OK. Sou privilegiada, moro na rua mais conhecida da noite de Porto Alegre, posso sair, e não raro o faço, às 3h,4h sem destino, só com algumas mensagens no celular, saio caminhando e vou telefonando, descobrindo quem está onde, ou entro em algum lugar e reencontro alguns bons malucos e de novo fazemos “Aquela” festa. É...


Desculpas ao pessoal das mensagens, quem me conhece sabe que qualquer festa que eu vá, costuma ser “A” festa... E por falar em Beco, a pré-Natal que fui, demorei a voltar e arrecadei uma mordida no braço que até hoje não sei de onde veio... “minhas” festas são boas porque: nunca dão errado, não têm prazo pra terminar, são divertidas ever, costumo me dar bem com todo mundo e ter sorte, demais até, no que acaba por surgir algumas regalias – bom relacionamento boêmio : ) Coisas do signo. Dizem.


Um beijo pro Mathias, que pra quem não sabe, eu tirei inconsciente do Beco e levei até em casa. É, né Mathias, e você querendo voltar ao Beco...tsc tsc prendre soin mon ami, prendre soin! [acabei de ler e responder seu e-mail, nãaaaaaaao, eu não mudei de número de celular e sim, tá tudo ok comigo hehehhe]


Vou esclarecendo, fait de Le beaux jour et eu, decidi aceitar o convite do meu pai pra passar uns dias em Morro dos Conventos, SC. Quem conhece, sabe que é lindo, e se conhece, só digo: fiquei do lado do Bar das Dunas, é, ali, bem no auge de tudo de melhor que acontece no morro e no esporte do balneário... Fez sol toujours, o mar tava susse, o rio lindíssimo. Vizinhos doidos, les fous, plus, passei o tempo rindo, tomando cervejinhas infindáveis, comendo churrascos intermináveis, e o melhor de tudo: Partir d’um éclat de rire [muitas, muitas gargalhadas]


Ri dêmás. MESMO. Se rir é bem coisa de Gabi, gargalhar então... EUH!


Estudei um bocade de français, oui, j’em! Aliás, rire de plus com isso, inventei musiquinhas idiotas, traduzi frases célebres, filosofei, e tudo muito bem guardado em copos de cerveja estupidamente gelada =D


Recebi algumas mensagens saudosas – inclusive uma que chegou agora “fazendo falta” (mudei o celular de posição para usar a luz de Le écran et voilà: sinal. De 20segundos mas legal, também faz-me faute pessoa querida, avise Zordon que super agradeço o sinal de 20 segundos (: - E bee~meu cel não tava desligado nãaaaaaaaaaao. Também senti tua falta, ma fleur;*


Mas voltando às mensagens: nem de todos eu sinto falta ou me importo. E tenho meus motivos para tal, que só a mim dizem respeito. Sei que você lê meu blog. Então espero que seja a última vez que preciso me manifestar sobre: pare de querer falar comigo. Eu te desculpei, mas já estou até repensando se agi certo ao fazê-lo: você não merece nem as minhas desculpas ao insistir em querer contato. E não é tão burro, então é capaz de ter feito este mesmo raciocínio sozinho. Você não me fez bem e ponto. Eu não tenho mais nada a falar sobre isso, aja como adulto, aceite que algumas coisas não dão certo, não dê uma de criança na idade da possessão, ou dê: mas em outra freguesia, meu caro. A vida é minha, e nela fica quem eu decidir que seja melhor para mim. Siga pelo menos com a lição de não se repetir, mas não me busque para consertar nada, porque eu simplesmente não sou centro de reabilitação de marmanjo mal educado. Se ligue e passe bem, ou não, mas passe longe. Eu não gosto de usar meu blog pra atitudes escrotas, e ao meu ver, que seriam desnecessárias, se você se comportasse como um adulto e não como um púbere.






Mas voltando ao Meu post e às outras tantas pessoas queridas, que me gostam de verdade, com as quais me importar é mera conseqüência de um sincero afeto: é bom sentir saudades de vocês!!!


Sorvetchênho se deverteO às pampas, não fez zueira demais em Santa, não morfou, Zordon não convocou meus super poderes, que incluem: fazer rir, inventar palavras e onomatopéias, dizer tosquices, contar histórias, mostrar desenhos, fazer super caretas e estar presente.


Começou a chover na ilha, por isso acordei, e acordada comecei a escrever, ando com uns posts meio ‘confessos’ ultimamente,Je sais... Ando meio confusinha, meio inquieta, às vezes entusiasmada, noutras nem tanto, mas “Ando”, viva, inteira. Sentindo muito, de tanto, intensamente. Às vezes acho que estou amando, às vezes sei que estou com raiva, e me sinto mal por sentir essas coisas não tão legais... Prefiro estar amando. Nem que seja fugaz, difícil e quase irreal. Gostar é tão bom. Faz tão bem, facilita o riso, movimenta a coronária, aviva as idéias, e principalmente: amar produz mudanças.


Amar é aquilo, aquele segundo mágico em que Zordon te bipa e você pode morfar!


Amar é coragem e zelo, é força e sutileza, é lealdade impregnada do outro. Por isso é tão importante amar algo que nos faça bem: porque se o amor nos faz mudar, faz toda diferença como mudaremos. É, prefiro amar. Eu prefiro a coragem de mudar para melhor e fazer-me através do amor, alguém melhor pra esse mundo. Prefiro emanar e construir o meu melhor aqui. Acho que por isso procuro esse amor lindo, tão puro e nobre. Porque quero ser o meu melhor, o meu mais feliz, completo e pleno nessa vida. Já vivi muito plenamente tudo aquilo que amar o que não nos faz bem pode produzir. Quase perdi a mim mesma, tanto em ser, como em estar aqui hoje... Praqueles que conhecem essa história e sabem o quanto ela foi minha idade das trevas, faz todo o sentido eu dizer: quero aquele amor que faz bem. Ainda acredito nele, apesar de todos os machucados sérios, de todas horas escuras, da exaustão, da dor e da batalha de estar aqui agora.


Digo: só há batalha porque acredito no amor. Sempre acreditei, mesmo quando o amor parecia uma coisa terrível de força destruidora inimaginável. Só há batalha porque acredito no amor que faz bem: Sei que uma hora ele vai me encontrar, e mesmo que tenha medo, que vascile e desconfie, terá a coragem de mudar, e de me dar a chance de mudar para melhor.


Boba. Piegas. Ingênua. Sonhadora. É, pode até ser. A garota festeira, de idéias fortes, de atitude, é sim uma das pessoas que mais crê no amor. Naquele mesmo, dos épicos lidos, dos sabidos, e até dos atuais presenciados: o Amor existe. Leve o tempo que levar, faça as curvas que fizer: estamos caminhando um em direção ao outro, não haverá erro ou dúvida:


Eu sei que vou te amar.










Alameda de les anges, voilà, est moment de aimer!

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