sábado, 17 de abril de 2010


O café
as horas
o passo
a silhueta do teatro
a voz da garçonete
o queixo do menino que você ama
o circo
a tontura
o semáfaro
os reflexos
a louca heresia
a heresia nenhuma
as coxas, costas e lados
a vontade do simples
as meninas desconhecidas que são um grande amor
o grande amor pelo todo
a subnutrição de branco
o subtrair impróprio
tua voz alcalina
minhas respostas mudas
pra quando maio chegar
o vinho
as taças
desenhos
toalhas molhadas
risos místicos
o azul cobalto que você ama
e eu odeio, odeio
a grade antiga da casa do pai do beto
que eu amo
e você odeia odeia
um mundo todo que eu quero
e as coisas que você despretenciosamente
dispensa
aquilo que nem ligo
e o muito com o que te importas
o chantilly
o amargo
o doce e o cruel
a esquina nublada
as crianças jovens
pirralhas
a zenit lembrando
o apartamento berrante
E caio pra todas horas
e o mercado público
e as feirinhas
trechos de ladainha
shhhsssssss
ei
maio
tá demorando
a menina da franja
a mochila
vazia, vazia
a cabeça cheinha
pernas bambas
abraço presumido
eu e nada
cão falido
segunda vou a londrina
impossível não abrir a porta
e as coisas todas
cheias de você

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