domingo, 9 de maio de 2010

então começou a escorrer pelas paredes do quarto, água e água por todos os lados,
quis pegar meus pincéis e pintar
quis pegar minhas vontades e desenhar
teu corpo pálido
caído de sono ou contrariado, do lado de fora
dizendo sempre que é tudo muito arriscado e escuro
e que nas florestas de paralelepípedo as ruas rosnam
as vontades serpenteiam, os copos agéis
as loucuras todas são meios
e que num passeio qualquer
entre uma grade, um muro, um desenho colonial
pedras, contrastes, claros e escuros
os bichos
doidos
são todos intrusos
entre a vontade
sumária
primária
que sempre há de haver
entre eu
estar com você

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