sábado, 31 de julho de 2010

"o que é isso?!?"

era tão óbvio que não coube em teus olhos
era tão breve que não reteves ao passar
não era uma mão ou um braço
era todo aquele espaço dentro de mim que havia guardado apenas para ti
porque eras especial e eu assim quis
fazer prevalecer qualquer outra coisa por você

mas era tão óbvio



Usando jeans
nem eram 10 horas
precisava se definir
me achava inteligente
e você há de convir

quinta-feira, 29 de julho de 2010


O problema não é você, não sou eu é esse monte 


de
coisas que resolveram jogar no nosso colo enquanto tentamos simplesmente caminhar e não precissávamos de tanto                                                           peso pra nos machucar as costas.
Mas ainda assim te respondo com um não olhar: é como saber onde se deveria estar.

domingo, 25 de julho de 2010

Não é nada e está em tudo, ou é TUDO e está em nada?!?




Opostos equivalentes.
Nada de tudo
e Tudo de Nada.

O Nada não existe, tudo é alguma coisa. Espero algo grande, equivalente à alguma coisa como...,


 O Tudo.

O Tudo é: o seu amor, lhe tocando de leve os cabelos, lhe trazendo a voz aos ouvidos no amanhecer, o tudo é quando o corpo passa de relance, é o beijo e, o beijo, marco de toda uma vida no correr de um dia, sinalizando alegria.
E a alegria besta de ver  mesmo e mesmo o mesmo alguém todos os dias.


As coisas que você espera já estão concretizadas em mim, e você sabe, ou não sabe, mas você espera que haja uma conexão com uma coisa qualquer, que possa te levar de mim, e te trazer de volta pra ti.

sexta-feira, 23 de julho de 2010


Lembro de como eu já devia saber, ah sim, esse é o tipo de coisa impossível de não antever,

ou no mínimo não cogitar... e se você me perguntar que problemas tenho com isso? 

Ora, alguns, alguns, e nenhuns, nenhuns, afinal já aconteceu não é mesmo? 


Já foi, e não era como se eu não soubesse, era mais como se eu ignorasse, como se fechasse os olhos com força até as pálpebras arderem, e fizesse mais força com todos os músculos e ossos para me manter sem acreditar do que aquilo mesmo que deveria estar em meu coração fazendo força para crer. 

Tem coisas que nascem mortas, e mesmo as que não nascem já por terem nascido um dia morrerão.

segunda-feira, 19 de julho de 2010



Posso até não saber o que acontece comigo, mas nesse momento estou bem e isso me basta:)

Uma porção de polenta

Minada à óleo

Que mina é essa?

A mina burger

Super menina de super nadas e nadas super




Aquela que diz




Post mortem

Quem há de preocupar-se?

Anjos? Deus?

Meus adeuses?



E nem com essa é o fim!

Apenas o começo, uma porção...




Explodindo!




Eu sou o começo, o fim e o meio

No começo não sabia,

No meio me confundi

E por fim percebi:

Era só delícia a vida que corria em mim.
 

domingo, 18 de julho de 2010




faço desenhos
nunca sei
as vezes as coisas estão mais para o alto
quando percebo que estavam abaixo
junto meus novelos
tem dias que passo só tentando desenrolar meus fios
minhas fibras de faz-de-conta
tenho uma dúvida enorme sobre o lugar das coisas
dentro
fora
entre
atrás
ao lado
de lado
na frente
sobre
sob
é perto demais
é longe pra chegar
é difícil prosseguir 
continuar
rodando coisas bobas entres os dedos
como poeiras coloridas
como perdições perdidas
de tão esquecidas
logo regurgitadas
como palavras trancadas
que me dão o prazer de tombarem sobre detritos
tão logo me canse de ser cansada
da mesma ladainha
até parece que eu não sei
que você sabe
que tudo isso
que eu faço
e fazemos
justa ponto médio mesmo inequívoco fim

quinta-feira, 15 de julho de 2010


Flores para um dia de poucas nuvens
                                                                              
cata-ventos para mãos


                                                                                                                                                           
agarrarem um sol imaturo

vontade imprevisível
cordéis aniquilados
estórias inventadas

amendoins coloridos
 doces açucarados

tudo coisa de criança


Como se fosse algo que não consigo tocar, muito menos divisar forma ou som, a única pista na memória é uma saudadezinha esmaecida, inquieta e ao mesmo tempo acolhedora.
Daquelas de descansar os pés no cordão da calçada, fingindo que espera alguma coisa sem contar com nada, de carinhos e curvas inexistentes
a saudade calada
hermética sinfonia que toca de vez em vez num lado só do só

i Sem PingOS