quarta-feira, 11 de agosto de 2010

rockwork




  O poeta é um amante exarcebado
                                                 
num dia lhe faltam meios

                        no outro 
                                  não meios que o caibam


Se tudo é uma questão de aceitação
beba com moderação
beba em ação

doce como o amor
levado como o olhar
sutil como um passarinho
um dia ainda faço pazes
e volto pro ninho.

Às vezes acontece, a gente ganha o mundo com afeto,
come inteirinho como prato predileto,
e na hora de degustar
o amor nos foge feito ar.


Rotina
meus números invisíveis aos olhos
indivisíveis na memória
uma honra de pasto e hora


dizer que vemos o saber antes mesmo que este seja sabido.
não são os olhos, são essas coisas passeantes por dentro de ti que retocam um instante, fazem arte de aprender, unem e ardem por perceber.

" Você é como uma doença, que só o House pode explicar. É do tipo que se esconde num daqueles lugares que ninguém mais pode achar. Mas não leve a mal "doença", é só uma maneira que eu achei de me explicar. Te explicar... Mas o que é que eu estou fazendo?!?
não sou o House, nem o Jimmy Neutron!  o.O"


Dom Quixote eu leio
das damas permeio
 dos amores do meu meio

vejo e aprendo

       vejo o trágico ser suave
e o suave ser forte

   vejo a força acabar no leito
   vejo o sono chegar carregando o desconhecido
             e a esperança despertar torta pelas tardes,
        Vejo tardes que não se acabam

                 e noites que viram dias,
        vejo dias inteiros, alheios

                      tão meus,
                      tão seus,

               de tanto tão tanto
          é que aprendo: de amor não se marca meios, se aproveita o instante quente de uma caneca de café que servem pra gente.
Dom Quixote eu leio

                Muitos escrevo,
                Mas na verdade 
pouco abro as asas dessa casa que hospedam 
- Coração - cor- ação

às vezes passa muito tempo, sem tempo nenhum
que dizem ser o meio pra lugar algum
encontrar um parapeito de janela
uma brecha de porta
espiar de passagem
o silêncio que roda




já me perguntaram tanta coisa
que cara você tinha
ou como era uma lagoa
me perguntaram com quem se parecia
me deixaram com vergonha
pois tua face é o nó do meu desejo
me disseram talvez não seja ainda o tempo
como se um timer tivesse estragado
como se algum anjo devasso, travesso, tresvariado tivesse alertado os ponteiros dessa inquisição
fazendo troça
fazendo troca
apertando os pinos do meu coração
eu nem tenho essa oficina imaginária
mas se tivesse
corria já lá agora
e fabricava dois corações novinhos,
um eu usaria, vermelho, costurado na blusa
o outro eu guardaria no bolso, caso o meu viesse com defeito e te machucasse
jamais me perdoaria se teu coração de novo se quebrasse


Quintana que me salve, Drummond que me carregue e Pessoa que me fale.



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