terça-feira, 28 de setembro de 2010

désir



Desejo tão ardentemente que tudo seja bom
bem próximo, bem sólido
leve como uma pena, claro como um voo
que teus olhos fechem
tua alma se estenda num sono fino, sem fendas
que teus pés se achem, e não te sintas sob
mas em contato
que tenhas qualquer coisa assim no olhar: matutino
que fique em qualquer lugar, pra sempre, todo e qualquer desatino
que todo dia sejas um novo do mesmo
desejo que a mesma luz que me ilumina
te irradie
e que faça desde agora, os nossos dias uma imensa vitória.



pra vc que eu amo, desde muito tempo carregado na minha memória.

sábado, 25 de setembro de 2010



Se/Si



engraçado... não raro primário, os astuciosos erram pela exata justeza de sua audácia. Se fossem gigantes e descabidos talvez não fossem percebidos em atitudes tão elementares. Isso que você chama de malandragem? Ora, eu chamo de distração.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

'eu devoro cachos, emito, permito que uma uva me leve e diga o valor de saborear pequenas solidões, como porções isoladas lado a lado de uma coisa só'
" a solidao só incomoda o homem que nao quer se ver sendo o que é"
 

 PAZ


Talvez o mudo entenda mais o surdo do que o surdo entenda o cego. Pois cego mesmo é aquele que não alcança o som do entendimento de qualquer coisa, logo não vê a si mesmo.
Problema não é estar chateada com isso ou com aquilo, nem o dia cão, nem os mimimis alheios, problema mesmo talvez seja desejar que o mundo sumisse inteiro por alguns segundos e isso não acontecendo.
Tá aí um desejo que ainda não sei como solucionar.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

penny penny penny

Todo mundo sabe que eu amo o Shelly.
Oui, a frase do msn é dele, lá pela segunda temporada quando parece que o Wolowitz vai faltar a noite de Halo por sexo e a Penny some.

No, I’m going to ask him to choose between sex and Halo 3. As far as I know, sex has not been upgraded to include high-def graphics and enhanced weapon systems.

icônica:  I'm not insane -- my mother had me tested.

divertida, desnecessária, porque até mesmo o Sheldon tem seus momentos insalubres:
 

Rock, paper, scissors, lizard, Spock. It's very simple. Look

 -- scissors cuts paper, paper covers rock, rock crushes lizard, lizard poisons Spock, Spock smashes scissors, scissors decapitates lizard, lizard eats paper, paper disproves Spock, Spock vaporizes rock, and as it always has, rock crushes scissors.
[hahhaha essa eu já fiz]

--  Smell that? That's the smell of new comic books. Oh, yes!
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--  Perhaps you mean a different thing than I do when you say "science."

-- You know, I'm given to understand that there's an entire city in Nevada designed specifically to help people like Howard forget their problems. They can replace them with new problems, like alcoholism, gambling addiction and sexually transmitted diseases.

E eu poderia passar o dia todo citando o Shelly, se como ele, não achasse que há coisas mais relevantes e extremamente pontuais a serem feitas pela humanidade Agora. E é claro que algum nerd já fez isso, então:

 Penny, everything is better with Bluetooth.


plüie



Essa noite eu ouvi que não se faz tempestade por bobagem.

nem análise.
tudo bem. Se a tempestade era em mim e a bobagem foi justamente

D
e
m
o
n
s
t
rar
 

terça-feira, 21 de setembro de 2010

ces jours...

Tem vezes que os dias paracem ter tônica própria, você enrola, dá uma de mestre da jogada, acha mesmo que vai lançar um tom.. e tomá lá que o dia te faz, rs... Tenho o hábito de refletir nos meus domingos, motivo pelo qual não gosto de sair no dito. Domingo pra mim é um dia que se escreve com 

s i m p l i c i d a d e, 
p r i v a ci da de, 
e s p o n t a n e i d a d e 
e
t r a n q u i l i d a d e.


Ok, hoje não foi domingo, foi uma segunda, mas era como se fosse. Foi um domingo curioso, alegre, cheio de tinta, tumultuado, casa cheia, comemorativo, sair pra encontrar amigos, foi um domingo de falas bruscas e entendimentos parciais, resto de briga, de resto de relação, não é bom, mas também não dói. Talvez não doa porque hoje entendo muito mais do que tempos idos, e o que eu não entendo trato com mais calma. Parece que é a tônica do mês:
r e l a c i o n a m e n t o s. 
Vulgo Amor. Vulgo acho que sinto algo. A verdade é que todo mundo que conheço anda sentindo algo, alguns se desesperando, outros se encantando, alguns brigando com pedras teimosas e caminhos repetidos, mas é verdade, o pessoal anda cutucando platão.
Sempre brinquei que eu deveria fazer uma lista das coisas indispensáveis na pessoa que fosse amar, ria com isso e dividia com amigos, e cada vez que me chega um sms, uma ligação, um post, uma visita chorosa, eu penso: e eu eim, quando é que vou por minha lista em prática? rs... Nesses momentos me sinto meio ilha, já senti e percebi tanto, mas continuo desligada de uma porção maior, cercada de águas e mais águas, recebendo a mudança das correntes.
A verdade não me atrai, nela não cabe muita coisa, e o mundo é cheio de tipos de pessoas, postular não é pra mim, cogitar me seduz, imaginar me prende e conjecturar é a minha cara, rs.
Então, neste domingo, que não é domingo, lá vão algumas conjecturas sobre o assunto da hora. L'amour.

Amar não é ser indispensável, amar é fazer-se parte sem buscar ser o todo, quando queremos o todo de alguém nos angustiamos e acabamos por sufocar de angústia justo quem dizemos amar...
Quem ama, não machuca, é duro ou forte na exata medida cabida aos anseios e sentimentos de quem ama, há muitas maneiras de se dizer a verdade ou  real, quem ama nunca dá o golpe maior que o próprio abraço.
Amar é ser livre, é ter domingos em segundas, e segundas em sábados, é querer o outro tão livre como se deseja liberdade, quem escolhe muitos critérios para se relacionar acaba preso em si mesmo e pode nunca alcançar aquela pontinha do outro... que é justo a que interessa. Uma coisa eu aprendi, cada pessoa tem algo a dar, muitas vezes não sabemos é como receber por estarmos presos a um presente específico. Só se pega as coisas que querem ser pegadas, o resto é teimosia e machucado no muro.
Amar é acrescentar sem invadir, é deixar que o outro chegue sem ser puxado, e às vezes é se deixar puxar das próprias afirmações. Amar é estar aberto a mudanças, pois é este o maior presente do amor: a possibilidade de transformação. Um amor para ser somente o que se já se sabe ou conhece de si é como massa pré-cozida, alimenta mas não tem sabor. E por que não dizer, o amor é algo pra se usufruir, fruir e flui e também: saborear.
Eu vejo gente insistindo em amar, eu vejo gente desistindo antes de tentar, eu vejo gente chorando sem dor, e gente que não percebe a dor que cava. Eu vejo, porque eu já insisti, porque já desisti, porque já chorei sem nem me esfolar e porque já caí no meu próprio poço. Eu só posso ver aquilo que já vivi. Vejo as pessoas se sabotarem muito antes do mundo ser essa sabotagem neo-feudal, algumas na ansia de se encontrar, outras desejando justamente não poder ser culpar. 
Vejo as pessoas brigando com meias e manias, ou criticando possíveis atitudes, mas raramente as vejo olhando para dentro, e perscrutando as suas nem sempre sensatas atitudes...
Sou uma erradora contumaz, vivo errando, e quanto mais eu erro, mais vivo, porque dos meus erros nascem meus melhores devaneios, os mesmos que alçam minhas futuras atitudes. 
Eu não sou humilde, não sou paciente, não sou calma, não sou uma série de coisas.  E nem ninguém o é. Porque Ser é um verbo para existir e não para Estar. Estar errado, estar calmo, estar com paciência...

Então não direi 'Amar é'
Direi 'esteja' porque é o único caminho pelo qual o amor pode mostrar o que pode ser.


Um dia ainda faço a minha lista hahhahahha

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

in


In


De certa forma é bom estar assim, ao mesmo tempo que me destrói, me constrói, porque ser destruído envolve todos meus sentidos, os que sinto e os que sentem para mim, envolve lembrar que preciso me proteger, assim como lembrar que sou capaz de me arriscar pelo que quero. E até o querer em meio ao caos é em si mesmo uma lembrança de construção independentemente de qualquer desfecho. Como se sentir sem forças fosse a própria força crua, em seu potencial nu, nem negativo e nem positivo.
Amar dói? Eu não saberia dizer, acho que doer é uma fração de um desapontamento próprio ao qual os limites são sempre aqueles construídos pela nossa própria lógica emocional. Então eu não sei dizer se dói, afinal é tudo tão nu ainda, tão fresco que não houve tempo para solidificar qualquer mágoa, e isto sim também talvez envolva amor: não existir tempo dentro do mesmo para que as mágoas se tornem sólidas, pequenos blocos de granito pelos quais já é impossível ver bem os olhos do outro...Mas é claro que já vivi a mágoa, rs... em tempos diversos, em momentos diferentes, não era o outro que eu estava olhando, e sim aquelas coisas todas endurecidas dentro de mim, e se alguém quiser chamar isso de experiência, tudo bem, um dia eu já chamei de amor. 


In deux
Se alguém quiser chamar qualquer coisa de amor: que me importa? O amor não é uma coisa pronta, objeto polido e acabado, o amor seria mais ou menos como luz: depende do observador e do ponto em que o mesmo está posicionado no espaço-tempo. Se você viajar com os olhos fechados talvez nunca veja o amor, se ficar girando a cabeça para todos os lados, talvez passe tão rápído por ele que não o reconheça...  Mas talvez seja cartesiano demais dizer que quem não acredita em Deus ou no amor apenas não sabe aplicar um pouco de física elementar, talvez valha a pena dizer que mesmo que a física consiga dizer que a luz é uma energia, e consiga discernir suas partículas, a física ainda não pode dizer como a energia se forma, como ela de fato acontece. E voltamos: de onde viemos, para onde vamos...rs.


In trois

De todos esses 6 dias, houve um momento só em que vi o amor, e o chamei de  Desespero. Medo. Solidão. Anseio. Perda. Ridículo. Passional. Mas e será mesmo isso? Talvez, mas talvez também seja apenas o lugar em que estou agora, isso torna a física uma coisa tão fantástica quanto ter fé em Deus: se eu acreditar mesmo nos ditames espaço-tempo, terei a esperança eterna de, em estando sempre em movimento um dia tudo se encontra, e nem mesmo o erro ou a decepção de agora é uma coisa sozinha e encerrada, tudo não passou de um posicionamento ocasional.


quinta-feira, 9 de setembro de 2010



Bom dia é

quando nada incomoda porque ainda tô dormindo rs.

Brinks

bonjour mes amis
a diferença entre agora e depois:

o vinho tá bom.

ressaca vindoura.

intocável é a lembrança.

[pro meu amigo quérco e que ele pare de pensar bobagens e durma bem Tensos#Nuncamais]


Ironia


nada adiantar prender, trocar por reclamação, chamar de vício ou buscar ser coerente:
uma hora a dita pula a cerca, reclama atenção e acaba causando sua natural predisposição:

mal alheio, bem estar próprio.


Coerência é

quando não discordam de você, certo?

essa aprendi hoje entre fatos e pessoas e pessoas  que de fato  nada fizeram.


afinidade é
segundo meu amigo:
não reclamar
não prender
não ter vícios

afinidade pode Ser [pelo que entendi]
não reclamar nem quando reclamam
não se prender até os próprios limites
não se viciar por outras companhias e ou porcarias, nem mesmo as do par
:D
tão bom entender algumas coisas...


Absurdo é


Que muita coisa no mundo seja absurdo. Começando pela própria palavra, presente da amada pátria matriarcal, herança bem sabida: latina. Hummm... pra muita gente que acha que latina é apenas a américa, uma das, em voga, nouvelles de questões ditas 'sociais', pois bem. Me parece por demais irônica a palavra que junta surdez com abster-se, isso é um absurdo, basicamente. Mas ok, também não tô acordada até agora para parafrasear bobagens pseudo-intelectuais, outra coisa que acho absurda: quem sabe não palestra ou argumenta, sorri. Quintana, sabes? Sorri, pois é tão imenso o pleonasmo mental de praticamente tudo, que um sorriso bem colocado equivale a um discurso épico.
Talvez seja isso: absurdo é aquele que não sorri perante o absurdo alheio, ou o próprio.
um gosto. de quem passou o dia mastigando tinta. preciso de ar.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

i Sem PingOS