segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

  Você já parou pra pensar no que tem de ser?



 e o que haveria de ser isso


além de um consolo
uma metáfora
um risco de giz
sombra difusa, manhã maculada
deuses e homens vagando estradas
estrelas que singram, sonhos que sangram
das mãos escorrem adeus
os momentos partem todos, quando luzes avizinham outras portas, e os gestos mais sutis referem mudança, e porque é muda, e porque dança, lança no céu novas formas, dessa arte assombrosa e inequívoca chamada vida


e quando parecer simples que tudo seja
dedos, laços, testemunhas e corpos
sem medo
sem jeito
sem vir
o que tinha de ser o é
nem bom
nem ruim
triste ou chato, alegre ou bondoso
o que tinha que ser é generoso
pois apaga as dúvidas escrevendo na pedra
tuas certezas
dolorosas 
amistosas
o que tinha que ser
entrega
pois não guarda para si
e nem se apega
o que tinha de ser é simples
embora construido pelas sequencias mais complexas
exibe na face o óbvio
o que tinha de ser não pondera
apenas abre a compreensão
e navega teus cabelos me contando essa história contida em todas as outras que você nunca me contou, porque nem precisava, sentada do teu lado os porém's todos parecem imensas vírgulas, e irdes me confrontar pelo que eu devia saber, e não saberia, não fosse o que tinha que ser assim tão unicamente fiel, carregando em si todo e qualquer sentido antes não manifesto, 
o que tinha de ser
quando é
acaba com todos os porquês, sem interessar onde eles tenham nascido e a que vieram, o que tinha de ser responde tudo no exato momento em que É.



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