sábado, 22 de janeiro de 2011

e como eu vou segurar essa lua hoje, se minhas mãos estão vazias de carinho
Faz-me falta. Merda. e a Falta que me fazes não cabe Deus em lugar nenhum.


Não tem trilho, pista de decolagem, ingresso de cinema, ticket de viagem

pois a falta não tem caminho
apenas distância
a falta toda que não posso ter
porque me negas
ao tira-me de ti, deixas-me diáfora
fico seca, empilho esses gravetos de palavras
esse silêncio de cimento, caminho escutando os ecos, 
pois só o que de ti já foste pode me guiar
as vidraças todas estão quebradas, pois não posso mais te ver refletido em superfície alguma
e há ainda quem me pergunte se isso dói
como ei de saber?
se tudo que faço é andar e mais andar com esta fome pálida
o estômago imberbe num sono que jamais acaba

custo a reconhecer meus próprios dedos, pois meus olhos estão cheios do que foi você



Um comentário:

i Sem PingOS