quinta-feira, 11 de agosto de 2011



O céu se abria no comprimento de um rasgo, elástico, profundo, o silêncio era imenso, de uma paz duvidosa.


sentado, o peito comprimido pela própria respiração, ele esperava. Apenas olhava e esperava. 
Grãos de areia, grãos de orvalho, horas de vento, fases da lua, ruídos de insetos. Esperava.
Um dia passou outro homem, e nem por isso o dia foi diferente, sentado dentro de suas razões, mas o homem intrigado pela solidão espontânea, talvez um pouco compadecido, retorna alguns passos, precisa entender, então ele pergunta - O que você faz aqui, parado no meio do nada?

Eu? eu espero a minha estrela.

Então o homem de repente entende porque uns olham para cima mesmo com tanta coisa acontecendo aqui embaixo.

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