sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
trezedozeonze
eu nunca soube o que esperar
sejam dos dias sejam das tardes
das noites escuras
ou das horas claras
eu nunca soube o que esperar
mesmo quando as coisas eram vastas
estreitas
ou intactas
eu nunca soube o que esperar
pois as horas são altas, curtas ou rápidas
porque tudo muda e nada se altera
eu nunca soube o que esperar
alegria, tristeza, felicidade ou falsidade extrema
eu nunca soube o que esperar que se derrame
do copo, da boca, da alvorada
e mesmo quando soube
nada mudou
tudo foi inexato, sucinto susto da vida
tudo foi como é
um não saber sem fim, um momento antes do vir a ser
as coisas todas, as coisas nenhumas
nada dito antes de estar falado
nada sabido antes de estar feito
nada concluido, tudo intencionado
a vida se impregna de impressões
intuições
o que pode ser sentido
intuido
quase premeditado
como a sensação de dor antes de doer
como o reflexo
sempre ali
antes da vidraça
sempre ali
banhando as formas sem estar em lugar algum de verdade
eu nunca soube o que esperar
seja das pessoas, dos acontecimentos que simulam tudo que pode ser
e ainda assim
todos os dias
hora após hora
por trás de cada segundo expirado
sempre a mesma ideia
algo assim
querendo sentir
perceber
alcançar o sentimento da vida
sem saber
desejando
calando
falando pra dentro de si e de tudo
que o mundo, o momento mudo
as palmas largadas ao redor do nada
são um desejo escuso
disfarçado
e não menos intenso e profundo
que mesmo não se sabendo nada
sempre se espera tudo
sejam dos dias sejam das tardes
das noites escuras
ou das horas claras
eu nunca soube o que esperar
mesmo quando as coisas eram vastas
estreitas
ou intactas
eu nunca soube o que esperar
pois as horas são altas, curtas ou rápidas
porque tudo muda e nada se altera
eu nunca soube o que esperar
alegria, tristeza, felicidade ou falsidade extrema
eu nunca soube o que esperar que se derrame
do copo, da boca, da alvorada
e mesmo quando soube
nada mudou
tudo foi inexato, sucinto susto da vida
tudo foi como é
um não saber sem fim, um momento antes do vir a ser
as coisas todas, as coisas nenhumas
nada dito antes de estar falado
nada sabido antes de estar feito
nada concluido, tudo intencionado
a vida se impregna de impressões
intuições
o que pode ser sentido
intuido
quase premeditado
como a sensação de dor antes de doer
como o reflexo
sempre ali
antes da vidraça
sempre ali
banhando as formas sem estar em lugar algum de verdade
eu nunca soube o que esperar
seja das pessoas, dos acontecimentos que simulam tudo que pode ser
e ainda assim
todos os dias
hora após hora
por trás de cada segundo expirado
sempre a mesma ideia
algo assim
querendo sentir
perceber
alcançar o sentimento da vida
sem saber
desejando
calando
falando pra dentro de si e de tudo
que o mundo, o momento mudo
as palmas largadas ao redor do nada
são um desejo escuso
disfarçado
e não menos intenso e profundo
que mesmo não se sabendo nada
sempre se espera tudo
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